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SINCOEMG: ‘A Síndrome da Cigana’

29/01/2015

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“Desde o século XIX, existe na Alemanha um provérbio que diz: nunca se mente tanto quanto depois de uma pescaria, ou antes de uma eleição.

Nós, somos apologistas da verdade, e de outro provérbio bem brasileiro: quem avisa amigo é.

O BNL de 26 de janeiro de 2015, trouxe uma notícia gravíssima. Um lotérico arrecadou cerca de R$ 2 milhões em tributos e operações financeiras, depois desapareceu com a grana.

No mesmo BNL, em junho do ano passado, publicamos um artigo avisando que isso iria acontecer.

Síndrome de cigana? É claro que não.

Trata-se simplesmente de enxergar a realidade. Só isso. Nada mais.

É evidente que não podemos, de forma alguma, apoiar um ato criminoso.

Entretanto, enquanto prevalecer o nosso desequilíbrio econômico-financeiro e a nossa insegurança jurídica, essa exceção tende a se transformar em regra.

Ao invés de resolver o problema de uma vez por todas, a Caixa toma medidas paliativas, como reduzir a quantidade de numerário nas lotéricas.

Voltando ao BNL, a edição do dia 27 de janeiro de 2015, traz nota importantíssima assinada pelo colega gaúcho Marco Antônio Kalikowski.

Nos três estados do sul há diversas ações judiciais sendo movidas contra a Caixa, visando recuperar nosso equilíbrio econômico-financeiro.

Como todos sabem, a perícia é uma relevante ferramenta utilizada com frequência pela Justiça.

O primeiro laudo pericial já surgiu em Santa Catarina, demostrando claramente as nossas perdas.

Ao que tudo indica, a Justiça vai ficar do nosso lado.

Há sinais evidentes de que, em seu furor arrecadatório, o que a direção da Caixa pretende é buscar mais de um bilhão de reais, por meio de licitação duvidosa e incerta de 6.310 casas lotéricas que hoje se encontram numa tenebrosa incerteza jurídica. O empresário vai buscar seus direitos na justiça, sem dúvida alguma.

É bom lembrar que, a Lei nº 12.869, de 15 de outubro de 2013, posterior à decisão do TCU (17 de abril de 2013), concede a todos esses lotéricos mais 20 anos, após o término do prazo de permissão.

A maioria dos lotéricos são pessoas honradas. Todavia, quando o cidadão vê seu patrimônio dilapidado, seus ativos corroídos pela incapacidade de um inimigo que se diz parceiro, o empresário pode ser induzido a um comportamento antiético.

Há mais de dois anos, houve um evento nosso em Campo Grande, com executivos da Caixa presentes. Na ocasião nós os alertamos com veemência sobre esse cenário, de possíveis desfalques, que hoje se configura.

Não é síndrome de cigana. Somos só pobres mortais, que enxergamos o óbvio. A Caixa continua cega, infelizmente!”.

(*) Marcelo Gomes de Araújo é presidente do SINCOEMG.