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Rock in Rio é “evolução no entretenimento” de Las Vegas

17/05/2015

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Para o empresário Roberto Medina, fundador do Rock in Rio (RiR) há trinta anos no Rio de Janeiro, a entrada no mercado norte-americano é a concretização de um sonho antigo, mas para a empresa MGM Resorts, que detém grande parte dos cassinos e hotéis de Las Vegas, é mais um negócio.

"Isto é uma evolução do que entendemos que é entretenimento e as experiências que podemos oferecer aos nossos clientes. Tentamos ser os líderes nesta área e abrir com um evento como o Rock in Rio é parte sobre tudo o que fazemos", afirmou Chris Baldizan.

A MGM gastou 17,4 milhões de euros para construir o recinto do festival – semelhante ao que foi erguido no Parque da Bela Vista, em Lisboa – e espera capitalizar o investimento, acolhendo outros eventos de entretenimento e desporto.

"Há dez ou 15 anos as pessoas vinham a Las Vegas, alugavam um quarto de hotel, desciam para jogar [todos os hotéis têm cassino no piso de entrada], viam um espetáculo, iam a um "buffet’. Com as mudanças demográficas, há mais gente nova, e com a tecnologia as pessoas querem novas experiências", sublinhou o empresário.

Las Vegas, uma cidade com pouco mais de cem anos, fundada numa região árida do estado do Nevada, teve em média, este ano, mais de três milhões de visitantes por mês.

A cidade é vista pelos próprios norte-americanos como uma espécie de "Disneyland para adultos", com apostas em jogos, espetáculos de música e teatro, competições de boxe e dezenas de festas.

O Rock in Rio Las Vegas ocorreu nos dias 8, 9, 15 e 16 de maio. Roberto Medina tem contrato para mais duas edições em 2017 e 2019. Em setembro, realiza-se novamente no Rio de Janeiro, a cidade que viu nascer o festival de música em 1985. Segue-se Lisboa em 2016. Pelo Rock in Rio Las Vegas passaram artistas como Metallica, Taylor Swift, Linkin Park, No Doubt, John Legend e Bruno Mars. (Jornal de Notícias – Reuters/L.E. Baskow)