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Proibição dos cassinos no Brasil é tema do 3º Encontro de Concierges e Recepcionistas

01/05/2016

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Os 70 anos de proibição dos cassinos no Brasil foi o painel que abriu a grade de programação do 3º Encontro de Concierges e Recepcionistas que teve início agora há pouco em São Lourenço (MG). O evento é promovido pela FBHA — Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação em parceria com a Les Clefs d’Or – Associação Brasileira de Concierges e conta com apoio oficial da Revista Hotéis e de várias entidades. Participaram deste painel Euler Corradi que é autor do livro “O Rei da Roleta”, biografia da vida de Joaquim Rolla, considerado o maior empresário dos cassinos no Brasil. Também participaram deste painel, Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação; Marco Aurélio, Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurante e Bares de São Lourenço; o Deputado federal Newton Cardoso Júnior e Magnho José Santos de Sousa, Presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal que começou seu debate enfatizando que: quando o decreto presidencial fechou em 1946 os 71 cassinos no Brasil, simplesmente acabou com 53 mil empregos de forma direta. E desde então, o Brasil mantém a legislação mais antiga e inadequada na área de jogos no mundo. “Hoje os jogos controlados pela Caixa movimentam cerca de R$ 14 bilhões ao ano, mas os ilegais movimentam muito mais. O Jogo do bicho movimenta 12 bilhões e completa 75 anos de proibição, mas a sociedade acredita que esta aposta é legal, pois ninguém deixa de receber. Estima-se que existem cerca de 450 mil pontos de jogos no Brasil, contra 13 mil pontos da Caixa. Estima-se também que as máquinas caça níquel movimentem 3,6 bilhão, os bingos, R$1,3 bilhão, as apostas na internet movimente cerca R$ 3 bilhões. Ou seja, esta indústria ilegal movimenta mais de R$ 20 bilhões de aposta ao ano”, revelou Sousa.
Potencial do mercado
Ele lembra que existe um potencial grande para os jogos no Brasil, pois estima-se que cada brasileiro gasta R$ 170,00 por ano em jogos, mas muito atrás de outros mercados, como Itália que gasta R$ 2.175,00. “A indústria de cassinos movimenta nos Estados Unidos movimenta US$ 240 bilhões anual”.
E uma vez legalizado os cassinos, a Região Sul de Minas tem uma grande vocação, tanto com equipamentos hoteleiros, como a produção de equipamentos de cassinos no Brasil”, destacou Sousa.
Ele se mostra bem otimista em relação a legalização dos cassinos no Brasil, pois o atual momento é bem favorável, pois o Governo Federal necessita de receitas e geração de empregos. “A Câmara dos deputados fez a reunião de 14 projetos e criou a Comissão Especial do Marco regulatório dos Jogos no Brasil. Com isto, abriu-se as discussões para a legalização dos jogos no Brasil, incluindo cassino, bingos e o do bicho. E Sousa lembra que a atual legislação no Brasil faz com que seja praticamente impossível de se lavar dinheiro nos jogos, pois cada movimentação acima de R$ 10 mil tem de se comunicar ao COAF. “Isto desmistifica as críticas dos céticos ou mesmo do Ministério Público”, concluiu Sousa.
Circuito das Águas de Minas Gerais
Em seguida Marco Aurélio iniciou sua explanação lembrando os áureos tempos dos cassinos que movimentava toda a economia da região do Circuito das Águas de Minas Gerais. “São Lourenço tinha sete cassinos, Caxambu tinha quatro, assim como várias outras cidades. A economia da região era muito fomentada e havia linha aérea diária trazendo turistas de várias partes do mundo que ainda podiam aproveitar as águas termais”, lembrou Aurélio.
Segundo ele, logo depois do fechamento, foi tentada várias vezes a reabertura, através de projetos de leis que não prosperaram. Com isto, houve uma queda acentuada na economia das cidades dos Circuitos das Águas e somente os cassinos podem reativar”.
Euler Corradi lembrou que da noite para o dia os investimentos do empresário Joaquim Rolla simplesmente acabaram após a decretação em 1946 pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra.  Segundo Corradi, o empresário Rolla foi proprietário das casas de jogo Cassino da Urca, Cassino de Icaraí, Hotel-Cassino Quitandinha,
Cassino da Pampulha, Grande Hotel de Araxá e Cassino da Urca de Poços de Caldas.
Momento favorável
O Deputado federal Newton Cardoso Júnior se diz muito confiante que os jogos serão legalizados em breve no Brasil, pois o atual momento é favorável para gerar receitas e empregos. “Os aumentos da carga tributária e impostos como a CPMF, a Lei de repatriação de recursos no exterior de bens não declarados são tentativas do Governo Federal para aumentar as receitas. Mas legalizar os jogos é mais simples de que as alternativas mencionadas”, lembrou o Deputado Newton Cardoso Júnior que integra a comissão na Câmara dos Deputados que está sendo debatidas.
Ele disse que na semana passada deu entrada no Requerimento 37 para que sejam incluídas as estâncias hidrominerais como prioritárias para receber os cassinos no Brasil, pois hoje o que se discute é a contemplação de apenas 35 cidades no Brasil. “Como não entrou na pauta das discussões na semana passada, eu exigi que o documento fosse lido e o requerimento acolhido na
Comisão 
Tenho notado que esta Comissão está tendenciosa em querer aprovar somente os projetos de cassino com o maior valor investido e assim colocar os cassinos dentro dos resorts no Brasil. Isto é inaceitável e vamos defender, pois senão, todos os cassinos ficarão em economias fortes como a de São Paulo”, enfatizou o Deputado que defende que o desenvolvimento regionalizado seja a primícia básica da legalização dos cassinos no Brasil. “Temos que comprar a briga e fazer pressão para que nossos pleitos sejam atendidos, pois a vontade da Região do Circuito das Águas de Minas Gerais é de ter cassinos para revitalizar a economia”, concluiu.
E finalizando o debate, Alexandre Sampaio destacou que ações como este painel engrandecem o setor de turismo, pois é uma oportunidade para os empresários  discutirem e interagirem e assim escolherem o melhor caminho. “Apoiamos a legalização dos jogos como os cassinos, pois vão fomentar a economia de muitas cidades, como as dos Circuito das Águas de Minas, assim como a economia de muitos estados”. (Por Edgar J. Oliveira –
Revista Hotéis)