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G2E e legalização do jogo: "Não se proíbe a esperança" 08/10/2017

Apesar do jogo ser proibido no Brasil há 76 anos, os visitantes da 17ª edição anual da Global Gaming Expo, que está sendo realizada no The Sands Expo & Convention Center, puderam assistir ao protagonismo tupiniquim de pelo menos três empresas de brasileiros com produtos de ‘DNA do Brasil’ brilhando neste cenário globalizado dos jogos: a Zitro de Johnny Ortiz, a FBM de Rui Francisco e Renato Almeida e a Ortiz Gaming de Alejandro Ortiz


A diretoria do Instituto Brasileiro Jogo Legal - IJL com os presidentes da Zitro, Johnny Ortiz e da FBM, Rui Francisco e o vice-presidente da FBM, Renato Almeida

No dia em que o Brasil completou 76 anos de proibição do jogo, mais de uma centena de brasileiros e a maior autoridade do governo brasileiro do setor de jogos puderam comprovar, em Las Vegas, o tamanho do nosso atraso no setor de jogos e loterias em relação a outras nações, mas principalmente se comparado aos Estados Unidos. Mesmo depois da tragédia ocorrida na véspera, a Feira de Las Vegas recebeu um excelente público durante a abertura.

Apesar do jogo ser proibido no Brasil há 76 anos, os visitantes da 17ª edição anual da Global Gaming Expo, que está sendo realizada no The Sands Expo & Convention Center, puderam assistir ao protagonismo tupiniquim de pelo menos três empresas de brasileiros com produtos de ‘DNA do Brasil’ brilhando neste cenário globalizado dos jogos: a Zitro de Johnny Ortiz, a FBM de Rui Francisco e Renato Almeida e a Ortiz Gaming de Alejandro Ortiz. Estas três líderes mundiais de vídeo-bingos, que agora também dedicam suas competências as vídeo-slots, apresentaram suas novidades e produtos através de grandes e criativos estandes na G2E.

A FBM apresentou o novo recurso dos jogos chamado ‘Champ on Time’, que permite a distribuição de mais prêmios durante um horário determinado pela casa de jogos e a Zitro mostrou os novos jogos Show Prize projetados para a plataforma Fusion, como o Western Express ou os vídeo-slots Bryke LAP sob a marca Blazing Pearls”.

As gigantes deste setor como IGT, Novomatic, Scientific Games, Merkur, Konami e AGS, também estão presentes através de seus mega-estandes. Sendo que a AGS apresentou mais uma novidade ‘brasileira’, a linha de vídeo-bingo com gabinetes Alora, fabricados no Brasil e desenvolvidos em parceira com a empresa Tictabs do empresário brasileiro Marcus Fortunato. As máquinas têm botão de ‘jogar’ no pé, como um acelerador de carro. Em tempos de celular, este dispositivo poderá ser muito útil aos jogadores, que terão as mãos livres para conferir suas redes sociais.

A proibição do jogo no Brasil há 76 anos, não impediu que o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda – SEAE-MF, Mansueto Almeida – maior autoridade brasileira neste setor e responsável pela regulação e fiscalização da exploração de jogos lotéricos no país – além de uma comitiva de técnicos do governo brasileiro, visitassem a Global Gaming Expo e comprovassem que existe uma fascinante indústria além da Loteria Instantânea Exclusiva – Lotex, que o governo brasileiro apresentou nos últimos para os investidores europeus  e norte-americanos interessados no processo de concessão da modalidade. Se o governo espera arrecadar no mínimo R$ 923 milhões apenas com esta operação, imagina o quanto poderá arrecadar e gerar empregos com a legalização da demanda do mercado brasileiro? 

Além da G2E, os brasileiros também estão sendo testemunhas de como a cidade de Las Vegas está enfrentando o luto pelo terror provocado por Stephen Paddock que configurou o maior massacre da história americana, com 59 mortos e 527 feridos, 20 em estado grave. Ainda não se sabe ao certo o que motivou o norte-americano de 64 anos e sem histórico de crime, a realizar o ataque.

Las Vegas começa a voltar à normalidade e os cassinos adotaram em seus letreiros a mensagem “We've been there for you during the good times. Thank you for being there for us now. #VegasStrong” (“Estivemos com vocês durante os bons tempos. Obrigado por estarem conosco agora. #Força Vegas”, em tradução livre), para mostrar que a cidade vai reagir e também para agradecer o apoio de todos os cantos do mundo. Esta mensagem podia ser lida no Palms Casino, que abrigou na noite desta terça-feira a concorrida festa de confraternização ‘The Great Pack Party’ da FBM, Zitro e WinSystems

E a maior exposição de jogos do mundo, a Global Gaming Expo seguiu com as principais operadoras de cassino, fabricantes de jogos e os principais executivos e dirigentes da indústria de todo o mundo reunidos para discutir as últimas tendências e desenvolvimentos deste setor.

O jogo pode estar proibido há 76 anos no Brasil, mas para os mais de 100 brasileiros que estão em Las Vegas existe um sentimento que não pode ser proibido: a esperança. Temos o direito de sonhar que questões religiosas, políticas, ideológicas serão extirpadas do processo e que nossos atores políticos vão entender que a indústria dos jogos é uma significativa fonte de receita para investimentos sociais, além de importante instrumento de geração de empregos.


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