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Loteria

Peritos mostram fraude no sorteio do Totobola. 03/06/2004


A demonstração da fraude na bingueira foi acompanhada pelo secretário Delazari (Mauro Frasson)
Curitiba - A Secretaria de Estado da Segurança e técnicos do Instituto de Criminalística do Paraná fizeram ontem uma demonstração à imprensa de como acontecia a fraude no sorteio do telebingo Totobola. Os números foram escolhidos aleatoriamente pelo secretário Luiz Fernando Delazari e colocados no programa de computador que comanda o jogo. Os sete números escolhidos foram realmente sorteados.
Segundo Delazari, todas as bolinhas numeradas possuem um código de barras e a bingueira, onde as mesmas ficam, possui um sensor que as indentifica. Assim, todos os números programados são escolhidos pela bingueira. O secreatário explicou que como os donos do jogo tinham o controle de quem seria sorteado, eles deixavam o prêmio acumular por semanas e assim vendiam mais cartelas. Depois, o sorteado era um laranja do próprio Totobola e o dinheiro voltava para eles.
Além de mostrar a fraude no Totobola, Delazari aproveitou a oportunidade para alertar que outros jogos podem estar sendo fraudados, já que ''envolve muito dinheiro e o interesse se torna grande''. O secretário voltou a criticar os bingos e afirmou que nesse caso a fraude é quanto aos números que aparecem no telão, que são diferentes dos sorteados na bingueira. Assim, ninguém ganha. ''Já foram apreendidos aparelhos de vídeo embaixo da mesa de sorteio'', afirmou.
Folha de Londrina (PR) - Andréa Bordinhão

Secretário mostra fragilidade do TotoBola.
Acúmulos seguidos de prêmios poderiam estar sendo forjados.
Delazari participa de demonstração que tenta provar que sorteio era manipulado.
O secretário de estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, fez ontem uma demonstração pública de como o sorteio do TotoBola, loteria cancelada pelo governo do estado, pode ser fraudado. Acompanhado por peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, ele garantiu que as irregularidades eram conduzidas de duas maneiras. Na primeira hipótese, segundo o político, o computador definia de acordo com uma cartela previamente escolhida quais seriam os números sorteados. Na outra, as bolas eram checadas pelo seu código de barras, enquanto estavam dentro da "bingueira", e depois disso escolhidas ou descartadas, segundo as cartelas supostamente mais interessantes aos promotores do jogo.
"A sacanagem está na possibilidade de manipulação absoluta dos resultados", afirmou Delazari. O secretário adiantou que os estudos técnicos feitos pelos peritos paranaenses, em parceria com colegas gaúchos, podem ser estendidos para demais máquinas utilizadas em bingos por todo estado. Ele ressaltou que já existem evidências de que algumas casas utilizem sorteios "gravados" para acumular prêmios, incentivar os apostadores, e depois conseguir ficar com o dinheiro. "Eles (do TotoBola) deixaram o prêmio acumular por até nove semanas para chegar a um ganhador", contou o secretário.
O perito que conduziu a avaliação da "bingueira", Edimar Cúnico, afirmou que o sistema de manipulação utilizado pelo TotoBola era simples. Ele, assim como Delazari, destacou também o fato de o sorteio ser gravado cerca de seis horas antes da sua divulgação pela televisão, o que poderia proporcionar a retenção das cartelas premiadas. No começo do inquérito, os dirigentes do TotoBola se defenderam alegando que esse procedimento era de conhecimento dos apostadores.
Bingos
Outro assunto tratado pelo secretário foi a reabertura de quatro bingos na capital. Ele afirmou que não há como o estado fechá-los sem amparo legal, mas adiantou que o governo segue tentando derrubar as liminares conseguidas pelos donos dessas casas.
"O jogo é um grande engodo. Todos sabem que a maioria deles é usada para lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, que acaba como uma grande fonte de dinheiro para muita gente envolvida, menos para aqueles que apostam", salientou.
Gazeta do Povo (PR) – André Gonçalves


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