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Nota Comissão Caixa – Negócio Loterias

06/11/2003

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No início do ano, ao assumirmos as áreas de loterias da CAIXA, recebemos da atual administração uma missão de fundamental importância para o negócio loterias, que era o estabelecimento de um novo modelo de relacionamento com a categoria lotérica, uma vez que a relação encontrava-se totalmente desgastada, sem sequer uma mínima abertura para qualquer tipo de diálogo, o que prejudicou sobremaneira o negócio como um todo.
De imediato, implantamos um modelo transparente e participativo, pautado no diálogo e em negociações que resultaram em avanços históricos para a categoria lotérica.
Os frutos desse modelo começam a surgir. Já temos motivos para estar comemorando esses avanços. Nesta semana, começaram a vigorar os novos preços da MEGA e da QUINA, além das alterações na sistemática de 4 dos nossos produtos, o que projeta um incremento superior a 25% na receita dos empresários lotéricos.
Lançamos um novo produto – Lotofácil, que tem sido um sucesso de vendas em todo o Brasil, estamos investindo estrategicamente em campanhas de publicidade, sempre visando ao incremento da arrecadação das loterias federais, com o conseqüente aumento do repasse e da remuneração dos partícipes do negócio (beneficiários legais, lotéricos, etc.).
Estamos evoluindo no processo de abertura do balcão lotérico (bloquetos de outros bancos e saque compartilhado), o que poderá incrementar ainda mais as receitas do empresário lotérico.
Além dessas conquistas, priorizamos o aumento de transações de pagamento (Seguro-Desemprego e INSS); a disponibilização de novos equipamentos (terminais e leitoras), uma linha de crédito especial e o processo de desenvolvimento empresarial (Universidade Corporativa CAIXA), tudo isso acordado em apenas 06 (seis) meses de gestão.
Em que pese todo esses avanços, somos surpreendidos com posições e manifestações radicais dos Presidentes do SINCOESP e do SINCOERJ que estão a pregar e a incentivar a ruptura do diálogo e das negociações que a CAIXA e a categoria lotérica vinham mantendo.
Em São Paulo, o Presidente do SINCOESP conclama a categoria a comercializar produto não autorizado pela CAIXA, inobstante saber que a Secretaria da Cultura do Estado vem mantendo conversações com a direção da CAIXA com o objetivo de superar os entraves que ainda impedem a celebração do convênio.
No Rio de Janeiro, a situação é ainda mais grave, pois o Presidente do SINCOERJ ataca frontalmente a CAIXA e estimula a rede a aderir a proposta de correspondência bancária de outra instituição bancária.
São claras e inequívocas demonstrações de quem deseja o enfrentamento, nos levando a questionar:
– Por quê essa postura radical, justamente no momento em que a categoria tem as portas abertas para negociar com a CAIXA (lembrando que nunca existiu um clima tão amistoso como o atual)?
– Por quê esse chamado ao enfrentamento, quando analisamos as conquistas havidas pela categoria lotérica nesses 6 meses de nova administração?
 – Que interesses estão motivando essas ações? Será que esses são realmente os  interesses da maioria da classe lotérica?
Todos devemos refletir sobre o atual momento, pois entendemos que essas lideranças estão deliberadamente provocando a ruptura do relacionamento CAIXA & Empresários Lotéricos, de uma forma precipitada e sem um devido aprofundamento das conseqüências dessa decisão.
A categoria lotérica pode ter a convicção de que a CAIXA envidará todos os esforços para evitar o enfrentamento, mas, a persistir esses radicalismos, não hesitaremos em adotar providências de natureza jurídica, institucional e comercial que visem preservar os interesses da sociedade, da União e da CAIXA.
Para tanto, estaremos convidando os Presidentes dos Sindicatos do Brasil para uma reunião de extrema importância em Brasília, ainda nesta semana (sexta-feira), com o propósito de transmitirmos a todos o posicionamento oficial da CAIXA em relação ao futuro do negócio loterias.
Comissão Caixa – Negócio Loterias