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Macau tem 550 pessoas interditadas de entrar em cassinos por mau comportamento

29/05/2019

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A informação foi divulgada por Paulo Martins Chan, diretor da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ)

Nos últimos dois anos, mais de 550 pessoas foram proibidas de entrar nos cassinos de Macau na sequência da aplicação da Lei do Condicionamento da Entrada, do Trabalho e do Jogo nos Casinos. A informação foi divulgada por Paulo Martins Chan, diretor da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), na sessão plenária da Assembleia Legislativa, em resposta a uma interpelação oral do deputado Leong Sun Iok. Um representante das forças de segurança adiantou que, mensalmente, são realizadas 14 operações nos cassinos e que, nos dois primeiros meses deste ano, 87 pessoas foram detidas por suspeita de atos ilegais.

“A lei prevê claramente que devem ser expulsos dos cassinos aqueles que, pelo seu comportamento ou apresentação, perturbem o seu bom funcionamento ou incomodem os restantes frequentadores. Desde 2017 e até ao presente, mais de 550 indivíduos foram interditados de entrar nos cassinos, em virtude da violação das normas em vigor”, revelou ontem Paulo Martins Chan.

A Lei do Condicionamento da Entrada, do Trabalho e do Jogo nos Casinos determina que pode ser aplicada a sanção acessória de proibição de entrada nas salas de jogo a quem causar distúrbios no seu interior, vender ou tentar vender bens ou serviços sem autorização da concessionária, registrar imagens ou sons ou usar celulares ou outros equipamentos de comunicação nas mesas de jogo.

Paulo Martins Chan frisou ainda que “os serviços do Governo têm destacado, em todos os cassinos, pessoal de inspeção para a monitorização dos locais de jogo 24 horas por dia”. Um responsável das forças de segurança adiantou que, por mês, são realizadas 14 operações nos cassinos, para além do patrulhamento constante. Entre janeiro e fevereiro foram capturadas 87 pessoas na sequência destas operações, das quais seis foram encaminhadas para o Ministério Público. Foram ainda descobertos oito casos de agiotagem nos primeiros dois meses deste ano. (Ponto Final – Macau)