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Lucros de cassinos em queda, online e raspadinha em alta em Portugal

12/07/2019

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A atração dos jogadores pelo online e raspadinha está dando azar às receitas dos cassinos portugueses com queda de 1% no semestre

A sorte parece não estar do lado dos cassinos portugueses. No primeiro semestre de 2019, as receitas dos 11 casinos em Portugal apresentaram uma quebra de 1% face ao mesmo período, somando 150 milhões de euros de lucro, indicou a Associação Portuguesa de Casinos ao Dinheiro Vivo.

Segundo o jornal, maio e junho tiveram grande dinamismo e impediram uma quebra superior a 1%. O grupo Estoril-Sol, detido por Stanley Ho, foi o que apresentou ganhos mais baixos, sendo então o mais afetado.

Com o fim dos contratos de concessão dos cassinos, estes observam quebras nos seus lucros e assistem ao crescimento dos jogos de azar da Santa Casa e do jogo online. Os jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa revelaram esta semana os números de 2019, apresentando um crescimento de 2,3% com ganhos superiores a 3 bilhões de euros, com a raspadinha liderando a preferência dos apostadores. O jogo online apresentou receitas de 152 milhões de euros, gerando apostas na ordem de 2,4 bilhões de euros.

O grupo detido pelo macaense Stanley Ho vale 63% do negócio em Portugal. As salas de Lisboa, Estoril e Póvoa de Varzim apresentaram quebras nas receitas na ordem dos 2%, significando menos 1,9 milhões de euros nas contas, totalizando 94 milhões de euros na primeira metade de 2019. As receitas do Casino Lisboa ficaram pelos 42 milhões de euros, menos 0,6% do que no primeiro semestre de 2018.

Por sua vez, a Solverde que explora cinco cassinos em Portugal (Espinho, Chaves, Vilamoura, Praia da Rocha e Monte Gordo), rendeu 42,3 milhões de euros durante o primeiro semestre, representando menos 1,8%, ou 800 mil euros do que no mesmo período. Os lucros de Espinho caíram 2,5% para 23 milhões de euros, enquanto o Algarve apresentou descidas de 0,5%, situando as receitas em 15,4 milhões de euros.

O casino da Figueira da Foz apresentou um aumento de receitas na ordem de 7,5 milhões, um crescimento de 3,5%. Tróia terminou o semestre com dois milhões de euros de receitas, um aumento de 21% face a 2018, e a Madeira aumentou 11% para 4,5 milhões de euros.

As salas representadas pela Associação Portuguesa de Casinos apresentaram um total de vendas de 2,2 bilhões de euros em fichas, devolvendo mais de 80% em prêmios aos jogadores. (Jornal Econômico)