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Liberação de bingos e cassinos divide opiniões dos mineiros, diz pesquisa

07/08/2018

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O ambulante Francisco Elias Félix, 63, argumenta que o vício pode levar ao descontrole das finanças familiares se o governo não impuser uma restrição

Os mineiros estão divididos quando o assunto é a liberação dos jogos de azar. É o que revela a sétima edição da pesquisa Minas no Brasil de 2018, realizada pelo Grupo Mercadológica em parceria com O TEMPO entre os dias 16 e 19 de julho.

Para 49,1% da população, a jogatina deve continuar proibida pelo governo. No entanto, 46,1% dos entrevistados acham que a questão parte de uma escolha individual, ou seja, a pessoa administra seu dinheiro da forma que ela bem entender.

“Não concordo com a proibição, são jogos que já acontecem há algum tempo na cultura brasileira, então não vejo motivos para a interferência do governo. A pessoa tem o direito de decidir como gastar o dinheiro, ela pode escolher, assim como ela vai à loteria e faz um jogo”, diz o operador de caixa Saymon Ferreira Santos, 29.

O ambulante Francisco Elias Félix, 63, argumenta que o vício pode levar ao descontrole das finanças familiares se o governo não impuser uma restrição. “Sou contra a liberação de bingos ou cassinos. Muitas pessoas que não têm a cabeça boa vão deixar de levar o sustento para a família e jogar no bingo. Sou totalmente a favor de o governo proibir e acabar com isso, não pode existir”, acredita.

Vale lembrar que, de acordo com um decreto-lei de 1946 do presidente Eurico Gaspar Dutra, os jogos de azar são proibidos no país. Nos últimos anos, o Congresso tem estudado a liberação de bingos, caça-níqueis e cassinos, entre outros.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 610 pessoas, por telefone, em 45 municípios de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 3,9 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Arredondamentos estatísticos podem fazer com que os resultados variem em até 0,1% para mais ou para menos, permitindo que a soma dos resultados, em alguns casos, ultrapasse ou não alcance 100%.

Perfil

Das 610 pessoas entrevistadas, as mulheres representam a maioria (51,9%), quase metade (43%) ganha até dois salários mínimos, e 50,9% se autodeclaram pardos, enquanto os brancos são 34,4%, o triplo dos negros (10%).

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(O Tempo – Bruno Mateus)