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Itália vive febre de jogo em casas de Bingo

14/01/2002

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A febre do bingo está se espalhando pela Itália, depois que o governo finalmente legalizou-o, na esperança de ganhar uma bolada dos impostos de um jogo que nasceu no país, cinco séculos atrás.
O tradicional jogo de números tirados de um chapéu é velho conhecido, mas os salões de bingo de alta tecnologia, com prêmios em dinheiro e telas de vídeo gigantes piscando números em ritmo rápido, são a mais nova onda na Itália.
O jogo está na verdade voltando para casa. A terra da moda de vanguarda e dos tesouros artísticos também é a terra natal do “gioco del lotto”, primeira loteria mundial, de 1553, que depois transformou-se no bingo nos Estados Unidos.
O novo bingo era ilegal, mas os italianos nunca pararam de jogar tômbola, um bingo caseiro com cartelas de papel e feijões.
A frequência dos festejados bingos é variada, com adolescentes modernos, aposentados, estudantes e fãs de jogos de azar andando pelos corredores e salões, ansiosamente esperando a bolinha cair do tanque esférico e ser lida em voz alta. “Temos dois tipos de fregueses”, disse Leonardo Triulzi, gerente do Rouge et Noir, um bingo sofisticado e sempre cheio. “Até as 22h, famílias e gente mais velha, mas depois das 22h, uma explosão de jovens — fica um lugar totalmente diferente”, disse ele. Espera-se a inauguração de cerca de 800 centros de bingo em toda a Itália nos próximos três anos. Da renda, 23,8% vai para os cofres públicos.
Só em 2002, o Ministério da Economia espera arrecadar até US$ 50 milhões por mês dos bingos.
Agência Reuters, em Roma