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Educação, a esperança.

13/01/2003

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Gilberto de Macedo*

O pessimismo imobilizante a nada leva de positivo e solucionante. Do mesmo modo, ações impróprias não levam a de fechos produtivos. É preciso, pois, ânimo permanente, atuação coerente, definição clara e método pertinente. Ou se cairá na roda viva da improficuidade frustrante e revoltosa.
Está-se diante de um mundo problemático, que exigem medidas urgentes capazes de corrigir as causas do mal-estar geral da sociedade. A humanidade anseia por soluções reais e efetivas. É um clamor justo.

A insatisfação toma conta do coração das pessoas. A agressividade domina o comum das pessoas. A violência se expande, em novas formas. O mundo está triste!
Busca-se fugir da realidade. Ricos e pobres encobrem-se através de vários subterfúgios: nos pobres, a cachaça; nos ricos, uísque; nos desprovidos, o jogo do bicho e as loterias populares; nos opulentos, o bingo; gafieira para os pobres; boate para os ricos; maconha em uns, cocaína em outros; e outras formas de fuga.
É a gravidade do momento.

Buscam-se caminhos, resolver problemas. No plano individual, para os que têm recursos financeiros, é a terapia mental, em suas variadas formas. No plano social, que beneficia todos, é a educação. Com sua privilegiada inteligência e saber, H. G. Wells, adverte: “Estamos numa corrida entre educação e catástrofe”.

Não se resolvem problemas humanos e sociais, a não ser atuando sobre os indivíduos que, em conjunto, formam a substância da sociedade. Atuação que se faz na passagem das gerações, formando o futuro que chega e necessita, pois, como já explicara Chesterton.

“A educação é simplesmente a alma de uma sociedade e passar de uma geração para outra”.
Daí sua importância para a real transformação do presente em um amanhã verdadeiramente auspicioso.

A esperança, portanto, está em educação, Somente ela é capaz de formar novas gerações conscientes dos valores universais. Valores da verdade, do bem, da paz, da fraternidade, da solidariedade, sob o patrocínio da justiça.

No substrato da educação está, portanto, a verdadeira ação revolucionária. Através, somente da mesma, poder-se-á realizar a verdadeira melhoria da sociedade, conforme já dizia Lamertine:

“Só o tempo pode tornar os povos capazes de se governar a si mesmos. A sua educação se faz através de suas revoluções”.

Sim, revoluções guiadas pela consciência do povo. Assim revoluções que sejam verdadeiramente, transformações do homem e da sociedade, e não atos, apenas materiais de revolta, de efeito trágico e passageiro. E essa permanência profunda, humana e social, só através da educação que, por sua índole, atue no tempo, recriando uma nova realidade desejada.

Daí a importância fundamental da escola, e o papel maior e insubstituível do professor.

Educação, portanto, como arma para salvar o futuro. A partir de agora, em toda parte.
(*) Gilberto de Macedo é médico – Gazeta de Alagoas