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Cassinos? Bingo!

11/09/2002

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Depois de muitos meses, e num mesmo dia, consultores do MADIAMUNDOMARKETING cruzam a histórica esquina da Ipiranga com a São João, reverenciada na música de Caetano Veloso. Só que agora,”alguma coisa acontece no meu coração” é uma tremenda sensação de incômodo e desconforto. Lá está, no lugar de estabelecimentos tradicionais, um suposto “BINGO”.
Bingo! De verdade, mesmo, um quase cassino numa das mais emblemáticas esquinas do mundo. Um amontoado de máquinas caça-níqueis protegidas sob a denominação “bingo” e amparadas numa legislação absurda, e sob os olhares complacentes das autoridades, políticos, imprensa, e definitivamente incorporadas à paisagem brasileira. Por isso não se ouvem mais notícias sobre a “legalização dos verdadeiros cassinos”. Os cassinos de vizinhança tomaram conta do Brasil. Estão no formato micro em quase todas as esquinas das grandes cidades com 2 ou 3 máquinas nos bares, e no formato completo nas principais ruas e avenidas sob o formato “bingo”.
Ou seja, ou os que defendiam e lutavam pela legalização dos verdadeiros cassinos jogaram a toalha, ou a colocaram em torno do pescoço e estão ganhando um dinheiro que jamais imaginavam tão grande e fácil.
Não estamos defendendo o jogo. Apenas entendendo que já que é uma inevitabilidade, que ao menos se faça direito. Que se transforme, de verdade, numa componente a mais no desenvolvimento do turismo do país, na geração de empregos, no incentivo à debilitada classe musical que até hoje sente saudades dos tempos do Quitandinha, e que também gere arrecadação para os cofres públicos. Aliás, por que será que a Receita Federal não implica com essa epidemia crônica de bingos?
No ano de 2001, e em todo o mundo, a indústria dos jogos em cassinos totalizou uma receita superior a US$ 900 bilhões, segundo a revista FORBES. Desse total, US$ 270 bilhões foi a receita das empresas que exploram os cassinos, já descontados os prêmios; e US$ 27 bilhões a receita do Fisco, apenas nos EUA. Algumas regiões e países, cansados de ver seus cidadãos atravessarem as fronteiras e ir jogar no vizinho, e ainda, e no mínimo uma vez por ano, dar um pulinho a LAS VEGAS, começam a liberar os jogos em cassinos, como acontecerá no REINO UNIDO, a partir de 2003. O mesmo acontecendo nos EUA, onde os demais estados cansados de ver seus jogadores locais visitarem com freqüência os estados de Nevada, Atlantic City e Nova Jersey, também decidiram legalizar e autorizar as apostas: dos 50 estados americanos, hoje 48 permitem alguma modalidade de jogo.
Enquanto isso, no Brasil, e nos intervalos das aulas, crianças e adolescentes fazem suas apostas nos caça-níqueis dos bares das esquinas, onde, muitas vezes, também são iniciados em outras práticas…
Site: Madiamundomarketing – Francisco A. Madia de Souza.