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Magnho José

Cresce aposta na Mega-Sena e cai em premiação privada 07/12/2017 12:43:35

A arrecadação da Mega-Sena entre janeiro e novembro foi 14% maior neste ano que no mesmo período de 2016, segundo a Caixa Econômica.

Os apostadores desembolsaram R$ 572 milhões a mais nesse jogo de azar.

A receita das loterias é sensível a desemprego, renda e nível de endividamento da população, afirma, em nota, a Caixa. "Como em 2017 a economia mostra sinais mais concretos de retomada, ela acompanha o movimento."

O jogo havia perdido 26% da arrecadação em 2016, mas o banco atribui isso a uma base de comparação alta e fora do comum no ano anterior.

"A queda registrada na arrecadação se deu em razão de um avanço nas vendas da Mega-Sena acima do esperado em 2015 por força, sobretudo, da grande sequência de concursos acumulados."

Um fator que leva mais gente a apostar não tem relação com a economia: sorteios sem vencedores fazem os valores serem incorporados à premiação seguinte, e a receita do jogo sobe.

Premiações feitas por entidades privadas tiveram quedas nos últimos anos, de acordo com a Susep (superintendência de seguros).

Instituições fechadas, como shopping centers, que dão prêmios aos clientes usam um tipo de título de capitalização que não garante a devolução de valores pagos.

Desde o começo da crise, esses sorteios perdem força. A receita total dos nove primeiros meses de 2017 equivale a menos de 40% do valor no mesmo período de 2014.

*

Jogo de azar do bem

As entidades filantrópicas também usam sorteios ligados a títulos de capitalização para conseguir financiamentos. É uma versão regulamentada de rifas com prêmios.

Duas associações são responsáveis pela maior parte dos concursos: a ANSV, que tem entre seus membros o Hospital do Câncer de Barretos, e a Fenapaes, federação das unidades estaduais de pais e amigos de excepcionais.

Somadas, elas arrecadam mais de R$ 100 milhões por ano com esses sorteios. A receita subiu nos últimos três anos, mesmo com a crise.

As próprias entidades passaram a coordenar o concurso. Antes, empresas de capitalização eram responsáveis pela organização e depois repassavam os valores.

"As próprias entidades emitem os títulos, que são certificados de doações filantrópicas. Essa visibilidade deu mais segurança às pessoas", diz Sérgio Diuana, diretor técnico da ANSV.

SORTE NA FILANTROPIA

Soma das receitas de concursos

R$ 117 milhões

foi o valor arrecadado pelas filantrópicas com títulos de capitalização no ano passado

R$ 113 milhões

foi o montante que elas levantaram entre janeiro e outubro de 2017. (Mercado Aberto - Maria Cristina Frias – Folha de São Paulo)

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