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Legalização tem forte repercussão na grande mídia

12/03/2018

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Em entrevista a coluna Mercado Aberto da Folha de São Paulo, o secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida manifesta preferência pelos cassinos devido a facilidade de fiscalização

Uma assinante nos consultou se teria aumentado o noticiário sobre a legalização dos jogos, após a rejeição do PLS 186/14 na CCJ. É verdade! Na verdade, a rejeição também surpreendeu a mídia, que apostava na aprovação.

A favor

O artigo ‘Jogo Proibido’ do jornalista Hélio Schwartsman na Folha de São Paulo de sábado (10) é uma destas sinalizações. O articulista destaca a aliança da esquerda com a bancada da Bíblia, “defende a liberdade individual do cidadão e critica a esquerda que defende a legalização das drogas com base no argumento da autonomia individual, mas não a do jogo”. Só que as drogas geram problemas para a saúde física do indivíduo.

Contra

O Estado de São Paulo, que sempre se coloca com frequência na vanguarda do atraso e do conservadorismo, veicula editorial na edição desta segunda-feira (12), sob o título ‘Fim de jogo’ em que comemora a rejeição do PLS 186/14 na CCJ e acredita que a expressiva rejeição vai “desencorajar novas tentativas de fazer avançar uma pauta que nenhum bem poderia trazer à Nação”.

Novamente, o jornal paulista entra no lobby dos que pretendem manter o jogo na ilegalidade endossando os discursos contrários que os jogo legalizados seriam usados para lavagem de dinheiro e aumento dos jogadores patológicos, como se hoje no país não tivesse uma forte operação de jogo não-regulado.

Opinião do governo

Em entrevista a Maria Cristina Frias, editoria da prestigiada coluna Mercado Aberto, veiculada pela Folha de São Paulo, o secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida repete que o protagonismo do debate pertence ao Congresso Nacional, defende que se tenha uma boa legislação, que o Ministério da Fazenda terá que montar uma estrutura para fiscalizar e controlar o setor, mas acaba manifestando preferência pelos cassinos devido a facilidade de fiscalização.

“A tendência, por ora, é de primeiro legalizarem o jogo nos cassinos. Fiscalizar cassinos é mais fácil, são poucos e grandes. Há um rastreamento rigoroso para verificar se não há lavagem de dinheiro”, afirmou.

Avaliação

Apesar do noticiário aquecido sobre o processo após a rejeição da CCJ, estão agendadas várias reuniões de avalição e estratégias para esta semana. Cremos que somente depois destes encontros será possível definir quais ações e caminhos que serão possíveis para a legalização dos jogos no País.