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Evitar o cashless foi um dos motivos da vinda do empresário Sheldon Adelson

09/06/2018

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O Sistema Cashless’ estava previsto no substitutivo do relatório do senador Benedito de Lira, rejeitado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ do Senado

A visita do empresário Sheldon Adelson, que esteve no Brasil na semana passada, serviu para intensificar o lobby pela legalização do modelo com resorts-cassinos integrados com hotéis, teatros, shoppings, restaurantes, grandes centros de convenções em um único lugar. Foram várias reuniões, almoços (como o do prefeito Marcelo Crivella), entrevistas e audiências com parlamentares e representantes do governo.

Um dos motivos da vinda do bilionário americano Sheldon Adelson e fundador do Las Vegas Sands (LVS) ao Brasil foi evitar a utilização do sistema cashless nas vídeo-slots e nos cassinos que serão instalados no caso da legalização dos jogos pelo Congresso Nacional.

O BNL tomou conhecimento que ganhou força dentro do governo a opção pelo ‘Sistema Cashless’, atualmente utilizado na operação do México. Segundo uma fonte, os técnicos da Receita Federal teriam afirmado em reunião sobre o tema que este seria a melhor forma de controle da entrada e saída dos recursos nos cassinos e bingos, além de permitir a identificação dos apostadores. Até mesmo procuradores do Ministério Público admitiram, que em caso de legalização, o ideal seria a opção por sistemas rígidos de controles com a identificação dos apostadores.

O Sistema Cashless’ estava previsto no substitutivo do relatório do senador Benedito de Lira, rejeitado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ do Senado e na primeira versão do relatório do deputado Guilherme Mussi ao PL 442/91 apresentado na Comissão Especial do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil.

Sabemos que existe oposição a implantação deste sistema por alguns empresários devido à redução no volume de apostas, que segundo os especialistas pode ser superior a 20%.