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É #FAKE que Bolsonaro obrigou inscrição do CPF em apostas da Mega-Sena

15/05/2019

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Texto afirmava que medida combatia a corrupção e que, por isso, os “sortudos milionários” tinham sumido. Um único vencedor arrematou o maior prêmio da história no último sábado

Circula pelas redes sociais um boato de que o presidente Jair Bolsonaro teria determinado a inclusão do CPF nas apostas da Mega-Sena. O objetivo da medida seria o combate à corrupção nas apostas. Não há, no entanto, nenhuma portaria, decreto ou orientação da Presidência nesse sentido. A mensagem é #FAKE.

O número do documento não é exigido no momento da aposta. Em nota, a Caixa Econômica Federal confirmou que não houve qualquer mudança nos processos para as apostas da Mega-Sena — como a obrigatoriedade do CPF.

— A CAIXA esclarece que não há alteração na sistemática dos jogos das Loterias Federais. O banco informa ainda que cumpre integralmente a legislação — informou, em nota.

O banco garantiu, ainda, que o processo de sorteio é “integralmente auditado” e que é impossível interferir no resultado.

“O equipamento utilizado no sorteio possui pás que promovem o contínuo e ritmado embaralhamento das bolas numeradas, composto de acrílico, material que impede qualquer possibilidade de interferência eletromagnética no sorteio. Pela Lei das Probabilidades, todos os números possuem a mesma probabilidade de serem sorteados em todos os sorteios, o que torna possível que qualquer pessoa, em qualquer lugar do Brasil, possa ser contemplada em qualquer modalidade de loteria de prognósticos numéricos, dependendo apenas da combinação de dezenas apostadas e do fator sorte do apostador,” explicou a instituição.

mensagem falsa circula em diferentes versões e não cita fontes. A mais popular é “Bolsonaro coloca CPF obrigatório na mega sena para acabar com a lavagem de dinheiro”, e parece ter surgido como um movimento nas redes que pede a adoção da medida ao presidente. A falta da vírgula, porém, gerou outra interpretação, além de novas publicações comemorando a novidade que não aconteceu. (O Globo)