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Carlos Tavares: Erro da CCJ do Senado e turismo inexpressivo sem hotéis-cassino

27/03/2018

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Carlos Tavares

Com posição igual a dos países islâmicos e, paradoxalmente, confirmando a antiga orientação de Dona Santinha Dutra no Decreto Nº 9215/1946, a Comissão de Justiça do Senado manteve a proibição de jogos de fortuna / cassinos. Surpreendentemente, os pareceres / manifestações da esquerda e extrema direita, apoiando a proibição foram tão frágeis e inconsistentes que a proposta do senador Lira poderá ser aprovada no plenário. Os principais argumentos contrários foram: “incentivar a lavagem de dinheiro”, “vulnerabilidade dos idosos frente à jogatina”, “projeto nocivo e danoso” e “incentivo à prostituição de menores”. Além desses eventuais crimes não constarem dos “considerandos” do Dec. 9215, também jamais surgiram em cassinos de países de forte religião cristã (evangélica/católica) como os EUA, Itália, França, Espanha, Portugal, México, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e muitos outros.

A propósito, a Agência oficial chinesa Xinhua, em seu noticiário mundial (12/3), divulgou essa reunião, ressaltando a declaração do sen. Randolfe de que a legalização dos jogos “incentivaria a lavagem de dinheiro e não fomentaria o turismo, inexistindo, em outros países prova de que traria melhoras para a arrecadação de impostos”. Vale lembrar sobre essas equivocadas afirmações, que a China, líder do setor, ano passado faturou U$ 850 bilhões com o turismo, recebendo 125 milhões de visitantes, cerca de 30% entrados por Macau, que com seus 37 cassinos arrecadou mais de U$ 32 bilhões.

Credencial

Para justificar a segurança com que transmito essas informações sobre a importância dos hotéis-cassino para o turismo – propiciando maior arrecadação de tributos, investimentos, mais empregos e comércio – devo informar que pessoalmente visitei e pesquisei, a convite dos respectivos governos, os principais centros mundiais de cassinos, em Macau (China) e Las Vegas (EUA). Também estive – igualmente sem frequentar as roletas – nos cassinos dos países acima citados, bem como nos existentes nas Bahamas, Antilhas, Luxemburgo, Rússia, Líbano e Porto Rico.

Em nenhum desses países ouvi queixa da existência de lavagem de dinheiro em fraudes nos cassinos, entregues a cadeias internacionais idôneas e bem fiscalizadas. A boa notícia é que, na Câmara, pode ser rapidamente aprovado o projeto do deputado César Halum de reabertura dos cassinos. Além do apoio de várias bancadas a proposta, de claro interesse nacional, seria bandeira do presidente da Casa, dep. Rodrigo Maia, candidato ao Planalto, que já se manifestou favorável à reabertura. Por enquanto, continua o Brasil ao lado da Bolívia, Haiti e 40 países islâmicos (entre as 193 nações vinculadas à ONU). (Federação das Câmaras de Comércio Exterior – Carlos Tavares)