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Bingos do Paraná devem trocar caça-níqueis

31/01/2002

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Termina amanhã o prazo definido pelo governo do Estado para que os bingos troquem as máquinas de jogos eletrônicos pelos equipamentos fornecidos pelo Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), órgão estadual que passará a controlar o setor. As casas de bingo mantém salas separadas do salão principal onde as máquinas ficam instaladas. Hoje, os donos dos estabelecimentos, reunidos no Sindibingos, em Curitiba, vão se reunir para tomar uma decisão a respeito. De acordo com o presidente do sindicato, Gianfranco Zambon, o Serlopar ainda não forneceu as máquinas prometidas.
Só o Ventura Bingo, de propriedade de Zambon, possui centenas de equipamentos. “Pelo que estamos sabendo, o Serlopar só tem oitenta máquinas para distribuir para todo o Paraná”, afirmou.
Licitação
As mudanças no sistema foram determinadas pelo secretário de Governo, José Cid Campello Filho, em setembro do ano passado. A intenção é conter irregularidades, como adulteração dos equipamentos. O governo abriu licitação para o controle das máquinas de jogos eletrônicos. Das cinco empresas que se candidataram, quatro desistiram. O serviço, então, ficou sob a responsabilidade da empresa argentina Larami.
As máquinas são fabricadas no Brasil, mas a Larami passa a ser responsável pelo controle on-line de todas as apostas realizadas. Anteriormente, duas empresas montavam os equipamentos utilizados nos bingos: a G-Tek e a Dream Import.
O presidente do Sindibingos afirmou que só fechará a sala de jogos eletrônicos do Ventura, se houver fiscalização com força policial. “Amanhã (hoje) vamos decidir isso em conjunto com os proprietários de outros bingos”, declarou. Ele disse também que o sindicato vem tentando uma renegociação junto ao Serlopar, para que seja autorizada a utilização de outros fornecedores de máquinas, além da Larami. Mas até agora não houve decisão.
A reportagem de O Estado entrou em contato com o Serlopar, mas ninguém soube explicar a situação. A orientação foi de que a questão está centralizada junto à secretaria de Governo, contudo o secretário Cid Campello não foi localizado para comentar o assunto.
Fato estranho
Coincidência ou não, o Royal Palace Bingo fechou as portas ontem, repentinamente. No local, o gerente José Roberto Perussi não quis receber a equipe de O Estado. A informação oficial, fornecida por um funcionário da portaria, é de que o estabelecimento foi cerrado para reformas.
Estranhamente, no dia anterior (terça-feira), o mesmo gerente havia conversado com a reportagem, afirmando que não havia nenhuma irregularidade no bingo. “Estamos funcionando normalmente e continuaremos de portas abertas. Inclusive, já recolhemos as máquinas eletrônicas e estamos aguardando a chegada dos equipamentos da Serlopar, a partir desta sexta-feira”, disse Perussi.
A reportagem de O Estado apurou que o Royal Palace Bingo responde a processo na 10.ª Vara Cível de Curitiba. No final da tarde de terça-feira e na tarde de ontem, um oficial de Justiça esteve no bingo para levar a notificação do despacho emitido pela juíza daquela vara. Na terça-feira, Perussi afirmou não ter conhecimento de nenhuma ação processual envolvendo o estabelecimento.
Paraná Online – PR