Home Cassino Bilionários com ‘jeitão família’: conheça quem faz Dana White ‘baixar a cabeça’ no UFC
< Voltar

Bilionários com ‘jeitão família’: conheça quem faz Dana White ‘baixar a cabeça’ no UFC

22/05/2015

Compartilhe

Você provavelmente já os viu em um evento do UFC, mas passou desapercebido pela importância que eles têm ao evento. Afinal de contas, quando se fala em um chefão do MMA a primeira imagem que vem à cabeça é a de Dana White e sua careca reluzente. Mas não, não é ele quem manda na organização mais importante do mundo das lutas.

Dana White tem ‘apenas’ 19% das ações do UFC. E está bem longe de ter a fortuna dos dois principais donos da organização.

Lorenzo e Frank III Fertitta não fizeram toda a sua fortuna no mundo das lutas – longe disso, na verdade, já eram ricos bem antes. Mas foi também muito por conta do UFC que eles entraram em um hall seleto de pessoas no mundo, o hall dos bilionários.

Os dois irmãos dividem hoje a 1250ª posição na lista de 2015 dos homens mais ricos do mundo da revista Forbes. Cada um tem uma fortuna de 1,5 bilhão de dólares. E dividem também uma vida intensa em família.

Eles são filhos de Frank Fertitta Jr., um homem que trocou o Texas por Las Vegas e trabalhou em várias funções em cassinos até que resolveu abrir seu próprio estabelecimento, que ficaria longe do agito e seria mais voltado aos moradores da cidade. Foi rapidamente considerado louco, mas precisou de pouco tempo para começar a construir um império. Os filhos foram atrás, se formaram e começaram a expandir ainda mais o negócio.

Mas onde nisso tudo entra o UFC? Entra com Dana White, é claro.

Dana viu no UFC uma oportunidade e tanto de negócio. Ele só tinha um problema: não tinha dinheiro para investir. Resolveu convidar Lorenzo, seu amigo de colégio, para uma parceria. Os irmãos Fertitta já eram apaixonados pelas lutas – Lorenzo, inclusive, chegou a chefiar a Comissão Atlética de Nevada, a mais importante dos EUA – e estavam até treinando jiu-jitsu à época, após Royce Gracie apresentar a arte suave ao mundo justamente no UFC.

O problema era que a oportunidade de negócio não era tão clara assim para todo mundo. O UFC era uma marca morta, vista como rinha humana e proibida tanto na maior parte dos estados americanos como também na televisão do país.

Nem mesmo o senhor Frank Jr. estava disposto a ver seus filhos arriscarem os pouco mais de US$ 2 milhões que precisavam para comprar a marca. "Nosso pai é muito conservador. Acho que foi a primeira vez que eu e meu irmão fomos contra o que nosso pai falava. Graças a Deus", diz Frank III.

O UFC demorou a decolar. Foram pelo menos cinco anos de muito prejuízo até a criação do reality show The Ultimate Fighter e uma virada de rumo completa. E uma reviravolta que veio em muito boa hora, já que em 2007 a crise econômica quase colocou os cassinos da família Fertitta à risco.

Os irmãos Fertitta

Os irmãos Fertitta são muito próximos. Lorenzo, mesmo aparecendo bem menos que Dana White, é quem cuida mais do UFC. Ele aparece em momentos mais marcantes para a organização. É uma figura chave, de respeito. Foi ele, por exemplo, o responsável por anunciar que a empresa tomaria fortes medidas na guerra contra o doping após o caso de Anderson Silva. Mas é um cara muito mais de bastidores que do glamour da imprensa.

Frank, por sua vez, passou a se dedicar mais que o irmão ao gerenciamento dos cassinos. Nada, porém, que diminuísse o número de vezes que se veem. Os dois costumam fazer academia juntos em Las Vegas. E mantém a tradição de um jantar familiar todos os domingos.

A única decepção dos irmãos é que o pai não está mais entre eles para ver o sucesso que tiveram em uma empreitada que parecia tão errada. Frank Jr. morreu em 2009 por problemas do coração. Mas deixou, mesmo que contra sua vontade, o embrião das duas mentes financeiras que bancam a maior organização do mundo das lutas. (ESPN.com.br – Igor Resende e João Mekitarian, de Las Vegas – EUA)