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Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal realiza primeiro torneio em São Paulo

03/11/2014

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Servidor da Polícia Federal em São Paulo, o oficial e diretor da ANSEF (Associação Nacional dos Servidores da Polícia Federal) Kleber David Camargo começou a jogar poker no play money do PokerStars há três meses. Animado com seu novo hobby, ele teve a ideia de organizar um home game entre os colegas de trabalho.

— É legal que a gente consegue integrar bastante o pessoal. Tem perito, escrivão, o pessoal inteiro da PF. E muita gente que joga faz muito tempo. Eu jogo há três meses, mas estou jogando bastante por dia.

Sem farda e entre os amigos, Klebão pediu uma ajuda da CBTH (Confederação Brasileira de Texas Hold’em) para um Main Event feito nos moldes da ADTP (Associação dos Diretores de Torneios de Poker do Brasil) – entidade que sugere as regras de jogo usadas nos campeonatos dos circuitos nacionais, como o BSOP (Brazilian Series of Poker).

O jogo aconteceu na sede da ANSEF, no bairro da Lapa, na noite de quinta-feira (30). Sobre a antiga imagem do poker e a errônea interpretação do senso comum de jogo de azar, Klebão é categórico.

— Se não fosse um esporte da mente, a gente não estava fazendo aqui.

Para se ter uma ideia do entusiasmo dos servidores, algumas das principais dealers do Brasil foram chamadas para conduzir as apostas do jogo com buy-in de R$ 50 para 10 mil fichas. Julyett Trevizan, Deborah Diniz e Nathaly Faria embaralharam as cartas de um field de 34 entradas.

Pela organização, os blinds subiam a cada 15 minutos e as reentradas eram permitidas somente até a primeira hora dos blinds.

Ficha no pano

Klebão foi confiante para o jogo: "Vamos ver se eu cravo o torneio". No entanto, o primeiro torneio dos servidores da PF de São Paulo não foi dele – e nem de servidor algum. Chamado pelos amigos para ajudar a "bombar" o field, o espanhol Javier Gomes levou a melhor.

Mesmo com jogadores iniciantes no pano, o caminho não foi dos mais fáceis para o publicitário.

— Na primeira hora eu estava mal. Fiquei short. Mas comecei a crescer e entrei em quarto na mesa final.

A boa leitura dos oponentes fez com que o espanhol tirasse proveito da mesa. Como resultado, a proporção de fichas em relação a Reginal Custódia ficou 4/1 no heads-up.

— Na última mão foi emocionante. Eu tinha QQ e ele JJ. Ele foi all-in com suas cerca de 45 mil fichas. No flop abriu um J na primeira carta. Mas depois apareceu uma Q no turn e um 2 no river.

De acordo com os organizadores do evento, a ideia é fazer mais etapas e montar um ranking.

Os primeiros de muitos

Em julho, os policiais de Brasília também se organizaram para jogar entre colegas da categoria. Na 4ª etapa do BSOP, que aconteceu na capital do País, as Forças Públicas de Segurança do Brasil se enfrentaram no complexo de hotéis Brasil 21.

Apenas membros da Polícia Federal, da Polícia judiciária da União, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Ferroviária Federal, das Polícias Civis, das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares do País podem jogar.

Na ocasião, o vencedor foi o bombeiro André Assis. Depois de sete horas de jogo, ele acumulou as fichas dos 54 jogadores que se inscreveram no torneio que aconteceu no complexo de hotéis Brasil 21, em Brasília. Como premiação, ele levou R$ 3.840.

No caso de Javier, a premiação foi de R$ 550. (Clique aqui e confira as fotos do torneio no site do SuperPoker)