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A favor da Liberação dos bingos: “Projetos sociais”

13/08/2004

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Mesmo antes de assumir a presidência da Loteria do Estado do Rio, ontem, assisto ao debate em torno das casas de jogo, os bingos. Em março de 2003, a Loterj foi atingida por ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal, pedindo a inconstitucionalidade do Decreto 25.723/99, do ex-governador Anthony Garotinho. O decreto, referência para outros estados, regulamentava o funcionamento dos bingos. A decisão de estadualizar os bingos objetivava fiscalizar as atividades daquelas casas. Mas, desde 2003, a Loterj passou a viver em torno de ações e liminares, para poder manter as casas de jogo abertas.
Fiscalizar é dever do Estado. É a melhor forma de proteger o cidadão que vai a uma casa de jogo em busca de lazer. Além disso, o dinheiro arrecadado é bem aplicado: 70% são revertidos em obras sociais. A Loterj investe também no esporte e na cultura, patrocinando projetos comunitários.
Em fevereiro, os bingos foram atingidos pela Medida Provisória 168, que suspendia suas atividades. O resultado foi catastrófico.
Ao discutirmos novamente a questão, é importante encarar os bingos e sua arrecadação como garantia de recursos que podem ser aplicados em causas justas e urgentes. Devemos tratar a questão da abertura das casas de jogo com seriedade, sem hipocrisia. Cabe a cada um de nós o direito de decidir o que é bom e o que não é para nossas vidas. Dizer simplesmente que jogo vicia, é simplista demais.
Os bingos são fundamentais para a economia de todos os estados do Brasil. Geram empregos, geram entretenimento e contribuem para obras sociais. Fechar definitivamente os bingos é uma bobagem.
(*) Kelly Mattos é Presidenta da Loterj – O Dia